Sambei uma dança engraçada.
De peixe sufocado nas areias da verdade.
Chorei a música nos pés da saudade.
De quem nada num oceano de perseverança.
Não sabia do todo quase nada.
E quem muito nada um dia sofre, cansa.
Da dor nas pernas e da cor verde das algas.
Que se enrolam no emaranhado das lembranças.
O samba navegava minha mente.
O chorinho lamentava a arrogância.
De quem mergulhou no profundo azul das águas.
E naufragou no caminho da esperança.
Acordei um novo dia.
Num acordo com a vida.
Tal qual o samba que inquieta a quem passa.
Com sua graça, sua raça, sua harmonia.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Rima Noturna
Lustrosa é a bandeja de pura prata.
Onde se carregam o sorriso e a alegoria.
Planície de uma terra abençoada.
Pela doçura hipotética da vida.
Calçando os sapatos da clausura.
Vestindo o terno da sabedoria.
Acorrentado à caverna da ternura.
Preso pelas garras da alegria.
Acontece do escuro virar dia.
Molhado pelo suor boêmio da rotina.
Como uma caixa de bombons açucarados.
Saboreados em contagem regressiva.
E o que importa é fazer parte da música.
Que canta os perfumes dessa vida.
Cobrando os centavos de quem passa.
Sem cunhar pratos nessa fome de artista.
Onde se carregam o sorriso e a alegoria.
Planície de uma terra abençoada.
Pela doçura hipotética da vida.
Calçando os sapatos da clausura.
Vestindo o terno da sabedoria.
Acorrentado à caverna da ternura.
Preso pelas garras da alegria.
Acontece do escuro virar dia.
Molhado pelo suor boêmio da rotina.
Como uma caixa de bombons açucarados.
Saboreados em contagem regressiva.
E o que importa é fazer parte da música.
Que canta os perfumes dessa vida.
Cobrando os centavos de quem passa.
Sem cunhar pratos nessa fome de artista.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Suspiro
A fumaça lenta subia pela encosta.
Junto com o maço de pensamentos.
De cada qual um igual.
Como as ondas que vêm em seqüências.
E os dias de sono, de discussões desnecessárias.
Todo o amor que o tempo sorve.
Absorvem a alma e o corpo do faroleiro.
Que não descansa mais os olhos.
Músculos cansados do trabalho.
Alma cansada de tanta água.
Desse oceano que nos faz boiar todos os dias.
Para lá e para cá.
Num farol apagado chamado vida.
Junto com o maço de pensamentos.
De cada qual um igual.
Como as ondas que vêm em seqüências.
E os dias de sono, de discussões desnecessárias.
Todo o amor que o tempo sorve.
Absorvem a alma e o corpo do faroleiro.
Que não descansa mais os olhos.
Músculos cansados do trabalho.
Alma cansada de tanta água.
Desse oceano que nos faz boiar todos os dias.
Para lá e para cá.
Num farol apagado chamado vida.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
São Paulo
É gostosa a manhã de São Paulo.
As ruas escuras e o vento gelado.
Garoa fina que insiste.
Lembra os ventos Europeus.
Cá e sempre estão os carros.
Que fazem as ruas nova-iorquinas movimentadas.
Pessoas com cara de cinco horas caminham a passos curtos.
Algumas indo, outras voltando.
Ainda em silêncio.
Não raro, ouve-se um bom dia bem brasileiro.
Bom dia São Paulo.
Existe ainda muito a se falar sobre a metrópole.
Seu lado cinza, fumarento e dolorido.
Não, hoje não.
Hoje é uma bonita manhã na cidade que não dorme.
Bom dia São Paulo!
As ruas escuras e o vento gelado.
Garoa fina que insiste.
Lembra os ventos Europeus.
Cá e sempre estão os carros.
Que fazem as ruas nova-iorquinas movimentadas.
Pessoas com cara de cinco horas caminham a passos curtos.
Algumas indo, outras voltando.
Ainda em silêncio.
Não raro, ouve-se um bom dia bem brasileiro.
Bom dia São Paulo.
Existe ainda muito a se falar sobre a metrópole.
Seu lado cinza, fumarento e dolorido.
Não, hoje não.
Hoje é uma bonita manhã na cidade que não dorme.
Bom dia São Paulo!
domingo, janeiro 20, 2008
Cinzas
Severos são os dias de chuva.
Navios do distante pensamento.
Sonhei que passavam os dias.
Dia após dia.
Dia após dia.
A fome da alma atacou a tripulação.
Boas vindas da solidão cotidiana.
Navios do distante pensamento.
Sonhei que passavam os dias.
Dia após dia.
Dia após dia.
A fome da alma atacou a tripulação.
Boas vindas da solidão cotidiana.
sábado, janeiro 19, 2008
Caminho
Ao caminhar sentia um cheiro.
Era um cheiro de chuva que deixava o ar estranho, leve.
E a calçada girando sob os pés com suas trincas e manchas.
Imperfeições da vida.
Tudo o que eu queria era sentir aquele cheiro.
Como buracos no asfalto do ar.
Tudo que preciso agora é caminhar sozinho...
Era um cheiro de chuva que deixava o ar estranho, leve.
E a calçada girando sob os pés com suas trincas e manchas.
Imperfeições da vida.
Tudo o que eu queria era sentir aquele cheiro.
Como buracos no asfalto do ar.
Tudo que preciso agora é caminhar sozinho...
Possuída
E ela em meus braços
A vida. Tudo
Os sentimentos; seu toque
E os corpos se encontram
Como meus braços; o envolvimento
E os delírios desse vício
Ultrapassando barreiras de pudor
Nenhum erro cometido; a luz
E o coração pulsa brandindo como uma espada
Todo o amor; os pecados
E os pecados perdoados
Uns após os outros
Toda a dor escoa de e para meu peito
E em pouco mais de cinco minutos; o tempo
Eras e eventos cabalísticos passam mais e mais rápido
Perda, fome, choro podem esperar e sofrer profanação
Nunca o amor neste
E os atos, o escuro, cada célula de meu corpo reflete
Amor incontestável
Amo-te sem dizer
Amo-te o mais que posso
Desejo-a, sim, mas amo-te
Mais que e antes de tudo
Procuro-te em mim a cada vez que respiro
Quero. Posso. És minha!
Possuída; minha
Comigo para a eternidade
A vida. Tudo
Os sentimentos; seu toque
E os corpos se encontram
Como meus braços; o envolvimento
E os delírios desse vício
Ultrapassando barreiras de pudor
Nenhum erro cometido; a luz
E o coração pulsa brandindo como uma espada
Todo o amor; os pecados
E os pecados perdoados
Uns após os outros
Toda a dor escoa de e para meu peito
E em pouco mais de cinco minutos; o tempo
Eras e eventos cabalísticos passam mais e mais rápido
Perda, fome, choro podem esperar e sofrer profanação
Nunca o amor neste
E os atos, o escuro, cada célula de meu corpo reflete
Amor incontestável
Amo-te sem dizer
Amo-te o mais que posso
Desejo-a, sim, mas amo-te
Mais que e antes de tudo
Procuro-te em mim a cada vez que respiro
Quero. Posso. És minha!
Possuída; minha
Comigo para a eternidade
EU
Sou esse Italo-Sulamericano
Simples guri
Percussão de batida profunda
Viva alma do mundo cão
Gerado da profusão de mente chocada
Grande coração
Amigo no toque e no gesto
Bicho fiel e despreocupado
Mas dá trabalho...
Grande pedaço de chão e terra firme
Naco de carinho e paixão
Quieto no princípio e espaçoso no meio
Lente turva de pensamentos
Acidente geográfico-financeiro
Tudo amontoado nos sonhos de alguém que insiste mais
Até a exaustão
Severa necessidade do ser
Humanidade difusa
Eu.
Simples guri
Percussão de batida profunda
Viva alma do mundo cão
Gerado da profusão de mente chocada
Grande coração
Amigo no toque e no gesto
Bicho fiel e despreocupado
Mas dá trabalho...
Grande pedaço de chão e terra firme
Naco de carinho e paixão
Quieto no princípio e espaçoso no meio
Lente turva de pensamentos
Acidente geográfico-financeiro
Tudo amontoado nos sonhos de alguém que insiste mais
Até a exaustão
Severa necessidade do ser
Humanidade difusa
Eu.
sábado, janeiro 12, 2008
Dica 02 +
[...] Por opaco, me refiro ao significante que chama muita atenção para si próprio, dessa forma obscurecendo o significado. Seus textos são, a meu ver, muito mais orientados ao significado do que ao significante - mais orientados à mensagem do que à forma em si. São bastante próximos da fábula, quase com uma "moral da história".
Cativa
Semearam no firmamento uma estrela.
Surgiu do inesperado dizendo que estava ali com sua luz própria.
Acendeu sem pedir a ninguém e ascendeu.
Chegou para ocupar o espaço que já era dela no céu e na terra.
Empurrou o sol.
Chutou a lua.
Gritou para todos que quisessem ouvir sua falta de censura.
Ocupou corações de um jeito doce.
Pediu para ficar juntinho e nunca mais se foi.
Sei dizer quando está mais fraca, mas nunca dá para saber a hora que escolheu para brilhar forte.
Sorri quando quer, não quando precisa.
Mas sente necessidade de sorrir o tempo todo.
Tira da chapelaria sua experiência sem pagar nada e deposita no altar do céu.
Tem luz que ilumina forte, mas não fere.
É gentil no toque, no gesto e não nega carinho.
Tem a beleza da cor feminina, mas não se curva para as vontades do mundo.
Quer muito mais da vida, apesar do pouco que pede.
Mas sabe o dom que tem e a palavra que lhe guia.
Cativa.
E ganha espaço por que sabe que pode e não faz corpo mole.
Dentre todos os corações que já iluminou, nenhum sequer disse que não pode.
Amiga.
Mulher.
Parceira querida.
Corre para sua vida!
Surgiu do inesperado dizendo que estava ali com sua luz própria.
Acendeu sem pedir a ninguém e ascendeu.
Chegou para ocupar o espaço que já era dela no céu e na terra.
Empurrou o sol.
Chutou a lua.
Gritou para todos que quisessem ouvir sua falta de censura.
Ocupou corações de um jeito doce.
Pediu para ficar juntinho e nunca mais se foi.
Sei dizer quando está mais fraca, mas nunca dá para saber a hora que escolheu para brilhar forte.
Sorri quando quer, não quando precisa.
Mas sente necessidade de sorrir o tempo todo.
Tira da chapelaria sua experiência sem pagar nada e deposita no altar do céu.
Tem luz que ilumina forte, mas não fere.
É gentil no toque, no gesto e não nega carinho.
Tem a beleza da cor feminina, mas não se curva para as vontades do mundo.
Quer muito mais da vida, apesar do pouco que pede.
Mas sabe o dom que tem e a palavra que lhe guia.
Cativa.
E ganha espaço por que sabe que pode e não faz corpo mole.
Dentre todos os corações que já iluminou, nenhum sequer disse que não pode.
Amiga.
Mulher.
Parceira querida.
Corre para sua vida!
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