domingo, fevereiro 10, 2008

A peleja do Barão Vermelho com o Esquadrão da Morte

Era sempre dura a batalha travada entre o Barão Vermelho e o Esquadrão da Morte.
Voava o primeiro em busca de novas missões, pelo céu ornamentado com as explosões das baterias antiaéreas.
Mergulhava livremente o avião em curvas alongadas e subia novamente, rodando em busca de um vôo preciso e arriscado.
Pontualmente às quatorze horas o caçador dos ares avistava os aviões do Esquadrão da Morte. Hora surgiam despencando em chandelle das nuvens, hora surgiam como monstros marinhos vindos das profundezas do oceano.
O Ás Vermelho riscava os céus rapidamente e se punha elegantemente atrás de seus algozes, derramando os sons de suas metralhadoras e canhões sobre suas orelhas.

Os inimigos estavam sempre em maioria, não importava quantos eram abatidos nas batalhas diárias.

Reza a lenda que o Barão percorreu toda a sua vida num vôo turbulento, fugindo das baterias terrestres e do Esquadrão da Morte. Rodopiava os céus subindo, mergulhava entre as nuvens buscando uma saída. Assim era sua rotina, derrubando um inimigo a cada minuto. As chuvas rasas de balas nunca atingiram mortalmente o ventre de seu avião. Nunca houve sequer um pouso forçado para o Barão Vermelho.

Açoitado sempre, buscava uma nova saída para seu destino dia após dia.

Quando a munição acabava ele seguia voando baixo com as ondas da costa roçando suas asas, afastadas pelo ronco grave do motor que o levava sempre adiante.
Mesmo quando baixava o trem de pouso não dava o braço a torcer. Era só para recarregar munição e combustível, recordar um sono leve e revisar as estratégias de ataque. Logo decolava como se as sirenes soassem o tempo todo.

No ar sentia seu peso real, o peso de um guerreiro, que é caçador e caça ao mesmo tempo.

Nunca chorava, nunca dormia e nunca duvidava da cumplicidade de seu avião.
Não havia quem mandasse nele, e só mesmo ele tinha certeza de cada uma de suas manobras.
Pelo Barão ninguém velava em terra e os Deuses o protegiam para assistir àqueles vôos perfeitos mais uma vez.

Solitário, enfrentava todas as vidas enquanto vivia apenas mais um dia de vôo.

Ninguém o compreendia e nem mesmo queria fazê-lo. Se chorava ou sorria não era problema, o certo é que protegia seu mundo sob convicções próprias.
Mantinha sempre sua rota incerta e trazia de volta mais uma dezena de estrelas de inimigos abatidos para pintar na lateral de sua armadura mais pesada que o ar.

E, mais uma vez, eram quatorze horas em ponto.

3 comentários:

Eilor de Almeida Marigo disse...

Falai Richtoffen, meu velho...
Ficou boa esta sua biografia.
Beijos, Pai.

viquetor disse...

eu tenho 100% de eilores lendo meu blog.
acho que você também. :D
abraço!

Eilor Marigo disse...

Biografia... se você soubesse quantas pessoas já disseram o mesmo. Às vezes acho que sou transparente demais, outras opaco como uma pedra. Difícil dizer!
Mas tudo bem, deixar outros confusos é minha missão! hahahaha!
Sim Vitão, 100% com 100% de aproveitamento! Rs!
Abraços, meu velhos.