sexta-feira, agosto 07, 2009

Nós, Homens...

Não entendo exatamente por que é tão sério quando a depiladora deixa a sobrancelha “torta”. Não sei mesmo dizer se foram quilinhos a mais ou a menos nessa ou na outra semana.
Já entendi que quando uma mulher fica frustrada, é melhor não contrariar nunca, mas tentar mudar o assunto.
Quem nunca viu uma mulher sofrer de transtorno bipolar pelo menos uma vez?
E quem nunca ficou perdido quando ela entra no banho sorrindo e sai chutando a porta do armário?
Parece meio engraçado aquela toalha enrolada na cabeça e o bico durante o café da manha, quando o cabelo “o meu cabelo está uma droga!”.
Quem nunca teve o celular fuçado ou uma briga por causa da ex?
Nós, homens, podemos não entender algumas coisas que “são tão simples e você não percebeu!”, mas sabemos o quanto nos é importante a nossa pequena.
Sabemos que o respeito é essencial e que nenhuma mulher gosta de ser esquecida, ou de unha quebrada.
Temos todos os pretextos para sair com os amigos, mas estamos do lado naqueles dias mais sensíveis de choro.
Provocamos brigas e somos grosseiros, mas sabemos que não vale a pena ficar nem um minuto chateado, quando tem tantos beijos e abraços nos esperando.
Homem que ama de verdade sabe quanto vale encontrar um coração onde se aconcheguem tantas saudades e tanto carinho.

E quem ama sabe que o amor supera tudo, quando encontramos finalmente a pessoa certa para amar.

segunda-feira, julho 20, 2009

Qualé?!

Qual é a sua que deixa a luz acesa
Que abre a torneira e não fecha?

Qual é a sua que joga lixo na rua
Que anda de moto na calçada?

Qual é a de quem arranja briga no bar
Que quebra o estádio de futebol?

Qual é a praia de quem atira lixo no mar
Daqueles petroleiros velhos absurdos?

Qual é a de quem bate nos filhos
Ou trata as pessoas com menos importância?

Qual é a de quem fura filas
E dos que seguem ambulância e viatura?

Qual é a dos estressados do trânsito
E dos que se drogam na balada?

Qual é a de quem maltrata a vida
De quem vive na ignorância?

Não dá para entender muita coisa nesse mundo
Algumas delas entendo menos ainda!

Aí nasce esse poema meio bobo,
Com olhar inocente de criança...

segunda-feira, julho 06, 2009

Eu cá e ele lá

Lembrei hoje da última coisa que disse para o meu avô, no hospital, da última vez que o vi:

- Tchau vô. Vou te esperar com uma cerveja lá em casa para tomarmos juntos quando você voltar!

Ele nem sabia que eu não tomo mais cerveja e eu também não sabia eu que ele jamais voltaria.

Mas também nunca recusei tomar uma cerveja com ele, caminhando até sua casa com umas garrafas de Baden Baden e os copos que comprei para degustar umas e outras com o velho.

E o tempo nem sabia que precisava passar para levar para sempre aquele que ficava na varanda do sítio observando a nossa movimentação aqui em casa.

O tempo que passou levou, pouco a pouco, meu avô da varanda, da cerveja, dos dias e de tudo o que é importante para a nossa família.

Também aproveitei para recordar hoje uma semana que passei no final do ano de 2007 aqui em Jundiaí, quando tomávamos todos os dias uma garrafa de cerveja da cesta que ganhei de aniversário das meninas da faculdade. Uma por uma fomos acabando com aquelas cervejas e com o tempo que ainda tínhamos juntos.

Foi bom esse tempo.

E, apesar de não termos tomado aquela última cerveja prometida, ambos temos muito que recordar de dias como aqueles.

Eu cá e ele lá.

Recordando sempre, né vô?

terça-feira, junho 30, 2009

Tia Ma

Tem uma mulher que mora na minha casa
Mas não é apenas minha mãe
É mãe de todos

Quem a conhece sabe do que estou falando
Só quem já comeu feijoada com couve bem refogada
Quem já dormiu e acordou com um sorridente bom dia
Acorda sempre antes que todo mundo, que fique claro

É mãe do Victor, do Davi e da Ni
É mãe da gente
Mãe do mundo muitas vezes
E, sabendo do gênio que tem, é bom que goste de todos

Já subiu em árvore e andou em carrinho de rolimã
Me viu pular de asa-delta e montou legos comigo
Pregou peças em todos os filhos e fez festas surpresa

É aquela que até a nora chama de tia
Tia Ma
E não há quem não se lembre de mandar um beijo para ela
Não há quem se esqueça, nem por um minuto, da tia Ma

É a mãe de todos
E quem sempre tem amor no bolso
Sei que falo por todos os filhos quando digo

Te amo tia Ma!

Coexistência

Há dias que existem
Outros apenas coexistem
Às vezes penso nos dias que não se foram
Nas coisas que não aconteceram
E também nas que não vão acontecer

No outro eu que não sou eu
Nas ruas que atravessaria onde hoje existem praças
O que não gosto de fazer, como se gostasse
Nas montanhas que escalei e rios navegados
Todos na minha coexistência

Há tanta impotência no ato de coexistir
Tanta falta que poderia fazer quem não conhecemos
Todos os lugares que habitamos sem sair de casa
Ter conversas sobre assuntos proibidos
Com pessoas de quem nem mesmo sabemos

Tempos vindouros que não chegarão
E guerras passadas que não lutamos
Mas e se tivéssemos lutado?

Há tanta saudade na coexistência

E quer saber o que mais?
Não vale a pena coexistir

segunda-feira, junho 08, 2009

Os Dias

Existem dias muito bons
Dias de lareira queimando
De bons vinhos nos copos
Dias de bem dizer as pessoas
Que aquecem todas as casas

Existem dias de tempo gelado
Dias de bater os dentes
De pouca comida na mesa
Dias de reclamar um pouco
Que amolecem a paciência

Existem todos os dias comuns
Dias da semana inteira
De calor ou de frio intensos
Dias que só um amor pode curar
Que trazem sorte ou azar

Todos os dias são dias assim
Assim ou assado, hoje ou amanhã
Mas que saibamos escolher os temperos
O vinho que dá gosto à noite

E os amores para aquecer o frio
De hoje e de amanhã
Por todos os dias de nossas vidas

segunda-feira, maio 25, 2009

O Passado

O passado está em seu devido lugar, no tempo ao qual pertence. Torna-se história todos os dias.
Boas histórias, más histórias.
É aquele tempo que guarda algumas decisões corretas e, invariavelmente, todas as escolhas erradas. Também sobrevive nas escolhas não feitas, pois as decisões fazem parte apenas do presente.
Nunca é tarde demais para aprender com os problemas do passado e nunca é realmente cedo demais para superá-los. Essa é a alternativa para permitir-se um futuro realmente bom.
Assombrações estão à nossa volta o tempo todo.
Erros não superados. Eles podem doer, incomodar, chatear, ferir a quem se ama, manchar o futuro, corroer o presente, esse escritor com mãos incontroláveis e com fome de criar, enfim... podem tudo, conforme nossas escolhas.
E se podemos escolher quais partes do passado farão parte do nosso presente, e também do nosso futuro, me pergunto se vale à pena punir-se por ele, ou usá-lo para punir?

Não importa o que veio antes, desde que nosso coração saiba escolher hoje o que realmente desejamos levar conosco daqui para frente.

quarta-feira, abril 01, 2009

O Encontro

Deparei-me num pedaço da vida
Com alguém que agradou o tempo todo
Toda a pressa e a busca que pareciam perdidas
Encontraram neste alguém
A paz de um lar

Na saudade que às vezes emergia
Escondeu-se um amor de filme
Guardado por alguém que nunca desistiu
Que acreditou que esse tempo chegaria
Acreditou em nós

Hoje tenho todo o tempo do mundo
E a pessoa mais bonita
Mandei embora a pressa e a procura
Ficaram o desejo e a felicidade
Vieram com o mais bonito amor
Que há tantos anos é eterno

E aquela amizade incondicional
Não podia gerar fruto melhor
Não podia ter mais sabor
Do que a promessa de amor que é escrita
E dita, repetida
Todos os dias nos nossos olhares

quarta-feira, março 18, 2009

Viver tem Fronteiras

Estive pensando sobre o último comercial da operadora de telefonia TIM, tão comentado pelos meus amigos e amantes do marketing:



Sem dúvida é uma propaganda muito bem produzida e, mais ainda, motivadora. Carrega um tema que gosto nas propagandas: Revolução.

Porém hoje vi os argumentos deste vídeo com outros olhos. Questionei de verdade todas as mudanças que foram aí apresentadas:

- Um presidente negro com nome mulçumano dirigindo o país mais poderoso do mundo;
- O principal jogador de futebol do Brasil é uma mulher;
- O Papa utiliza a Internet para fazer os seus sermões;
- O prêmio de melhor filme foi para Bollywood, não para Hollywood;
- Qualquer pessoa pode carregar sua própria rede.


Achei incrível como o conjunto redação, imagens e trilha sonora dessa propaganda ilustram perfeitamente meu ponto de vista a respeito do momento em que vivemos hoje.

O conjunto de fatores pouco casuais como o de um presidente negro assumir o governo Norte Americano, o Papa utilizar a Internet para transmitir sua palavra ou um filme indiano receber o Oscar me parecem muito lógicos, não me surpreenderam mesmo quando recebi estas notícias pela primeira vez.

O que me motivou a pensar em tudo isso, na verdade, foi o que aconteceu depois, aqui no mundo real:

Barak Obama briga para impulsionar mais uma mudança no orçamento dos Estados Unidos em busca de salvação para outra seguradora privada à beira da falência.

Mais uma vez o Papa afirma que “a camisinha não é a solução para o problema da AIDS na África”.

Os atores que representaram a fase infantil dos astros do filme “Quem quer ser um milionário” foram recebidos como reis na FAVELA onde moram na Índia.

O governo acaba de lançar medidas controversas para garantir mais segurança aos torcedores nos estádios.


É... tudo mudou bastante!

Cada vez mais me parece que estamos muito deslumbrados com as inovações tecnológicas, com o fato de que “QUALQUER pessoa pode carregar sua própria rede”, para percebermos o que realmente precisa mudar no nosso mundo.

Na propaganda a trilha sonora começa vibrante como o amanhecer de um novo dia, de um tempo promissor, cheio de mudanças... e então parece desistir no meio do caminho em um tom morno. Não vinga!

É assim que o mundo vai lembrar da minha famosa geração Y?

Já temos uma crise para provar que nossos modelos estão ultrapassados;
E a força da tecnologia para levar nossa voz e nosso conhecimento além dos limites físicos;
Existem oportunidades para fazer mais e melhor agora que tropeçamos tão forte nos problemas mundiais da economia, do meio-ambiente, da desigualdade social...

Já notamos a necessidade de mudança, onde estão as provocações?

Quero aquele espírito jovem e promissor que movimenta o mundo nos piores e nos melhores momentos.

Por que temos tanto medo de tentar um passo grande, mesmo que o risco seja de cair novamente?

Aí a propaganda traz um túnel escuro que desemboca numa estrada vazia.

Vazia?!

Nossos sonhos estão cheios de oportunidades! Cheios de inovações e facilidades!

Desembocamos num velho mundo novo, cheio de promessas e dúvidas.

Peço mais uma vez que provoquemos as mudanças necessárias e que sejamos corajosos, apesar de toda a dúvida, para termos um novo mundo novo!

E então vem o slogan, especialmente para esta propaganda:

“Você, sem fronteiras”

Não ter fronteiras é se questionar, duvidar, lançar olhares tortos para tudo o que já está pasteurizado.

É começar de uma vez por todas as verdadeiras mudanças de que tanto ouvimos falar, mas que ainda não aconteceram por que não as provocamos.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Saber Amar

Relação saudável é aquela onde se pode amar a todas as pessoas, começando por você mesmo.
Aquela onde "ter alguém" significa estar junto, não ser proprietário.
Onde o desejo é correspondido com mais desejo e o respeito com mais respeito.

Relação saudável é saber que mesmo estando longe não estamos sozinhos, levamos conosco a confiança.
Aquela em que cumplicidade não significa humilhação.
Onde a saudade não vence nunca, mas também não desiste!

Relação saudável é a da brincadeira de criança, mas com seriedade nos sentimentos.
É o saboroso passar do tempo cheio de novas descobertas, juntos.
Das viagens pelas nuvens e do apoio a todos os sonhos, com responsabilidade um pelo outro.

A relação saudável também nos permite servir e ser servido com liberdade, sem ofensas.
Querer mais e mais do mesmo, o tempo todo, sem cansar ou mudar de idéia.
É colocar para cima a quem se ama, ensinar e aprender o valor do amor próprio todos os dias.
É respeitar os limites do outro tanto quanto seus próprios limites, sem provas.

É ter liberdade para amar a vontade, e cada vez mais, tendo apenas um coração.