terça-feira, julho 01, 2014

A Lenda do Golem Josef de Praga

*Tradução

Sempre fui muito interessado em ficção científica, lendas, mitologias e, principalmente, nas suas origens. A lenda do Golem Josef talvez seja uma das mais importantes e menos conhecidas no ocidente. Trata-se de uma das primeiras aparições de um autômato na história e na estória da humanidade. Isto pode ser apontado também como um dos vetores importantes das moderníssimas histórias de robôs, extra terrestres e outras criaturas humanóides ou, ao menos, auto-suficientes. Na Lenda do Golem de Praga é possível encontrar diversas insinuações que, posteriormente, se tornaram um padrão para personagens monstruosos e robóticos e que vou discutir melhor como curiosidades ao final do texto.

Como nunca encontrei uma boa tradução da lenda - ou ao menos nunca uma tradução que trouxesse as diferentes versões da história! - decidi realizar eu mesmo uma tradução e incluir aqui todos os detalhes que já encontrei a respeito da lenda. Para não perder esta característica de levantamento histórico, inseri as diferentes versões dentro do mesmo texto. Aí cada leitor pode escolher a versão que achar mais interessante e contá-la ou trabalhar com ela como quiser.

Questão de crença

Existem muitas lendas sobre o Golem e outros autômatos, mas talvez a mais conhecida seja a lenda do Golem de Praga, uma narrativa que remonta ao século XVI e envolve o rabino Judah Löew ben Bezalel (1520-1609), o Maharal de Praga.

Essa história se passa à época do imperador da casa de Habsburgo, Rudolph II, que era tão fascinado pelos estudos arcanos que mudou residência para Praga, que era mundialmente conhecida à época - e ainda hoje! - como centro de estudos da magia negra, alquimia, astrologia, necromancia, cabalismo e outros campos do misticismo. Até mesmo Dr. Fausto foi reportado como tendo vivido em Praga.

O Golem é claramente uma das mais famosas "personalidades" que andaram pelas ruas de Praga. Porém, sua fama é a única coisa realmente clara a seu respeito. Sinceramente, sua existência é muito discutida e logicamente questionada. Ainda assim a lenda do Golem pertence à Praga e não seria o misticismo uma das coisas mais inerentes a esta cidade?



A Lenda do Golem

O respeitado Rabino Löew era conhecido como um dos portadores de poderes mágicos que combinavam os quatro elementos: fogo e água (na lenda, representados pelos seus assistentes), o ar (o próprio Rabino) e a terra (o Golem, feito do barro), que permitiam ao rabino vitalizar esculturas feitas de barro.

Na época, apesar de ser a época do império do iluminado Rudolph II, os judeus sofriam diversos ataques e retaliações anti-semitas. Para proteger o Quarteirão Judeu, o Rabino Löwe decidiu criar então o Golem Josef - também conhecido como Yossele - moldando a argila que ele buscava nas margens do rio Vltava e trazendo-a à vida através de rituais e encantos hebreus. O Golem teria os poderes necessário para cumprir a tarefa de proteger a comunidade.

Para ser um protetor ainda melhor, seu mestre lhe deu um colar especial feito de pele de cervo contendo runas e inscrições místicas. Com este ornamento o Golem se tornava invisível e até invocava espíritos dos mortos. E, por ser um trabalhador duro e eficiente, ele também ajudava o Rabino Löew a cuidar da sua casa, da sinagoga, limpava as ruas, carregava água e cortava lenha, por exemplo.

Você provavelmente já deve ter ouvido sobre os Golens como criaturas gigantes, amorfas e grotescas, que lembram apenas vagamente algo humanoide. Isso foi ainda reforçado pelo cinema, graças ao famoso filme checo sobre Rudolph II. Porém, de acordo com a lenda, Josef era, a primeira vista, idêntico a um homem qualquer. A única coisa que lhe faltava era a habilidade de falar.

Segundo versões da lenda, caso o Golem recebesse a dádiva da fala ele teria, então, uma alma. Por isso foi desprovido deste benefício.

Existia ainda um outro detalhe a respeito do Golem: Ele "vivia" somente se fosse colocada em sua boca (ou nuca, em outra versão) uma shem (cápsula ou placa) com inscrições mágicas que lhe davam a vida. Porém, aos sábados, esta cápsula precisava ser removida por causa do dia sagrado do Sabbath judeu. Então, nesse dia, o Golem descansava no sótão da sinagoga.

Assim se passou muito tempo, com o Golem defendendo o Quarteirão Judeu e executando muito bem os seus trabalhos diários com o Rabino Löew. Por ser feito de barro ele não tinha as necessidades de comer, beber, não reclamava de nada e era praticamente incansável para o trabalho. Era extremamente forte e destemido, então podia proteger como ninguém a comunidade.

Porém há o lado negro desta lenda. O Golem foi ficando cada vez mais e mais forte e, ao invés de heroico e útil, o ser veio a se tornar incontrolável e, dizem, até destrutivo.

Um dia o Golem foi avistado descontrolado, em fúria, arrancando árvores do chão. O Rabino Löew estava na sinagoga recitando o 'salmo noventa e dois' quando foi interrompido pelos cidadãos para ser avisado sobre o ataque do Golem. Ele saiu em disparada para remover a placa da vida de sua boca e, por este motivo, até hoje a sinagoga de Praga é a ÚNICA do mundo onde se repete o 'salmo noventa e dois' duas vezes, por conta dessa interrupção.

Na versão mais conhecida da lenda, o Rabino Löew esquece de retirar a cápsula da boca (ou nuca) do Golem numa sexta-feira à tarde e o ser, já extremamente forte, acorda no sábado, fica descontrolado e acaba por arrancar árvores do chão e destruir tudo em sua frente com muita violência, inclusive pessoas.

Noutra versão o Golem se apaixona pela filha do Rabino Löew, que o rejeita. Temendo por sua segurança, ele decide desativar o Golem, que se descontrola por causa da rejeição, pondo em risco a vida de sua família.

Em uma outra versão ainda, o Golem era tão efetivo defendendo o quarteirão judeu que reclamações chegaram até os ouvidos de Rudolph II. O Rabino Löew foi então convocado ao Palácio Real de Praga para uma audiência no meio da noite com o imperador. O propósito deste encontro nunca foi revelado - e ele realmente aconteceu! -, mas acredita-se que Rudolph II ofereceu ao Rabino Löew um acordo: Se o Golem fosse desativado permanentemente, o imperador garantiria a segurança contra qualquer ataque futuro ao quarteirão judeu. 

Em todos estes casos, a conclusão da lenda é a mesma:

O Rabino Löew consegue convencer o Golem a se acalmar e descansar no sótão da sinagoga, onde ele geralmente era desligado às sextas-feiras e, durante o sono do ser fantástico, o Rabino e seus assistentes conseguem remover a cápsula de sua boca (ou nuca). 

Noutra versão, eles conseguem desativar o Golem em frente à sinagoga, alterando a palavra "anmauth" (verdade), inscrita no shem, pela palavra "mauth" (morte), apenas apagando a sílaba "an". Com isso o Golem desmonta em frente à sinagoga e seu corpo é exilado no sótão do prédio. 

O corpo do Golem teria ficado no sótão para ser reativado caso necessário. Para garantir que ninguém mais o veria, a escada do sótão da sinagoga foi removida. Mas, temendo a curiosidade alheia, dizem ainda que depois de algum tempo de paz o Rabino Löew decidiu enterrar o Golem num túmulo no distrito Žižkov para sempre.

Este foi o fim do Golem, que nunca mais foi revitalizado.

Curiosidades sobre a lenda

Uma curiosidade é que até pouco tempo o sótão da sinagoga de Praga era proibido de ser acessado e, para garantir seu banimento e que ninguém o acessaria, a escada para o sótão foi removida da sinagoga por centenas de anos. Numa recente abertura por conta de uma restauração do prédio em 1883, não foi encontrado nada no famoso sótão. Há rumores de que o próprio rabino, temendo a curiosidade alheia, decidiu enterrar o corpo do Golem num túmulo no distrito Žižkov de Praga.

Outra curiosidade é sobre o encontro à meia-noite entre o Rabino Löew e o imperador Rudolph II. Ele realmente aconteceu, porém, historicamente, o encontro aconteceu por que o Rabino Löew descobriu que o imperador estava tendo um caso com a beata esposa do prefeito. Como já dito, não se sabe a verdade.

A história do Golem Josef de Praga é uma das mais conhecidas lendas e, supostamente, foi a inspiração para as histórias de robôs e rebeliões de autômatos que surgiram no futuro. Isto é reforçado pelo fato de que o termo "Robô" foi introduzido nas línguas do mundo em 1921 por dois irmãos checos, Joseph e Karel Capek (cha pek), que moravam em Praga. A distinção conceitual de "robôs" e as outras máquinas vêm da capacidade dos robôs de ajustarem suas ações em relação às circunstâncias.

Algumas lendas conhecidas também foram, supostamente, inspiradas no Golem de Praga: "Dr. Frankenstein e seu monstro" (que não tinha o poder da fala), "O Aprendiz de Feiticeiro", "O Corcunda de Notre Dame" (que se apaixona pela bela Esmeralda), O Hulk (que originalmente também é privado da fala e se descontrola) e até mesmo o robô HAL de "2001: Uma Odisseia no Espaço" (criado por humanos e perde o controle, subjugando-os).

*Tradução de Eilor Marigo

terça-feira, dezembro 24, 2013

2014 simplificado



Em 2013 escutei muita reclamação de que o ano foi complicado, que muita coisa deu errado.

Então em 2014 tenho uma proposta para quem quer começar um ano melhor, que não tenha torcida para terminar logo: 

Talvez simplificar seja a resposta.

Vamos simplificar o ano a partir de agora. Vamos trocar os presentes de natal pela família unida e pela fartura de alegria.

Vamos simplificar o trânsito com calma, com a gentileza e a inteligência de quem quer mais do que isso da vida.

Vamos viajar mais e mais longe, simplificando o longo tempo que temos ainda.

Podemos mudar ainda hoje os preconceitos e os medos, chutar o balde de vez em quando, aceitar que fazer diferente pode ser uma saída.

Simplificar as inovações e as tecnologias pelo contato pessoal e estar junto no dia a dia, sair de casa para trabalhar com tanta frequência quanto estar com a família.

Cultivar um estilo mais simples em você mesmo, investir onde realmente vale a pena, colocar tempo e dinheiro em educação e guardar com disciplina.

Descomplicar aquela necessidade de consumir levando uma boa conversa para os encontros com os amigos, para solucionar os antigos embaraços de família ou para caminhar no parque pensando alto, falando sozinho, quitando as próprias dívidas.

Vamos abandonar aquelas brigas, aquela desunião da família, aquela distância dos amigos. Vamos descomplicar o ‘talvez’ pelo ‘sim’ ou pelo ‘não’.

Deixar de lado as dores e as amarguras de 2013 pisando com o pé direito em 2014, pulando as 7 ondas que te afogaram no último ano, curtindo mais e mais cada minuto. Vamos simplificar a tristeza da rotina fazendo coisas novas todos os dias.

Se você perder o emprego ou cansar de quem não cresce ou faz crescer, não se culpe ou se desculpe, dá para simplificar começando outra vez e encontrando dignidade na saída.

E já que ninguém quer complicar até a morte, que comecemos simplificando desde já as nossas vidas.


Boas festas!

quarta-feira, julho 24, 2013

Trees

Obra de Hal Lasko*

I THINK that I shall never see  
A poem lovely as a tree.  
  
A tree whose hungry mouth is prest  
Against the sweet earth's flowing breast;  
  
A tree that looks at God all day,
And lifts her leafy arms to pray;  
  
A tree that may in summer wear  
A nest of robins in her hair;  
  
Upon whose bosom snow has lain;  
Who intimately lives with rain.  
  
Poems are made by fools like me,  
But only God can make a tree.

- Joyce Kilmer. 1886–1918

*Esta obra de arte é do artista Hal Lasko, um designer americano de 97 anos que produz suas obras utilizando o Microsoft Paint desde sua aposentadoria.
Conheça seu trabalho: http://hallasko.com/collections/prints

quinta-feira, junho 06, 2013

Pont des arts, Paris, França

Amar não é uma carência, nem uma dívida ou obrigação

Amor não é uma cela, uma corrente, um cadeado cerrado

Amar é um laço de fita sem nó nem amarração

O amor tem que ser simples e fluído como desenhar um coração

Um laço que se puxa e se desfaz 

Mas que liberta quando atado

Senão não é amor

Senão não há razão

quinta-feira, maio 23, 2013

A Verdadeira Virada Cultural



Após a Virada Cultural de São Paulo em 2013 só se falou da violência e do descaso que aconteceu durante o evento. Isso sempre acontece pelo simples fato de que a desgraça vende mais na mídia e quem mais fala a respeito é quem pouco pode ou soube aproveitar do evento.

Claro que não se pode esconder isso, mas qual é o real propósito de um evento como a Virada Cultural? É colocar as pessoas na rua, em contato com a cultura e com a cidade.

É exatamente isso que São Paulo precisa e tem muito pouco: Colocar as pessoas em contato com a cultura, com o conhecimento, com as coisas boas que os espaços públicos podem proporcionar além do medo e da violência. Acredito que assim, e apenas assim, adquirindo a tão necessária cultura, é que o povo vai começar a olhar as ruas da cidade e seus eventos públicos muito além de espaços para encher a cabeça de vodka e brigar.

Se a Virada Cultural sofreu com a violência, a solução é não extinguir estes eventos públicos, mas aumentá-los, oferecer mais e mais eventos culturais para que a violência se torne apenas uma memória dos tempos de mudanças na cabeça de cidadãos, que, então, usarão os espaços públicos com mais inteligência.

Quero mais Viradas Culturais para que nosso povo colha os benefícios de viver numa metrópole. Para que o trânsito, a violência e as agressões deixem de ser as maiores lembranças da minha cidade, da nossa São Paulo.

Cultura já, por que a inteligência vem em seguida!

segunda-feira, abril 08, 2013

Do Coração



Dentro de mim bate um coração
Sem eu mandar ou pedir
Um coração que me lembra a cada toque
De todos os meus deveres

Este coração me lembra de mantê-lo aquecido
De guardar aqui dentro quem sou
A luz da minha alma e dos meus sentimentos
Guardar todas as pessoas que me fazem valer

Bem aqui, onde batem as alegrias
Batem os sorrisos, os abraços, os carinhos
Pulam os desejos que me movem
E as pessoas que guardo e levo comigo

E quando bate, este coração me lembra que...
Lembra-me algo de que não posso esquecer
De não guardar aqui dentro, nunca, amor
Amor guardado é receio

Amor que foi feito para voar livre
Ao vento, pousando onde quer
Pois esse amor que nos deixa multiplica e volta
E faz bater outra vez, aqui, outro coração

terça-feira, março 05, 2013

Fluência



As pessoas incríveis que conhecemos durante a vida são o propósito de estarmos nesse mundo.

Quando duas pessoas se distanciam, seja por uma amizade que esfria, seja um namoro que termina ou um parente que se vai, é errado pensar nisso como uma perda.

As pessoas não são meteoros que passam por nossas vidas, são estrelas que surgem, mudam a gente para melhor e passam a fazer parte da nossa história.

É preciso deixar que elas sigam seus caminhos sem culpa nem arrependimento. Assim o brilho de cada bom momento vai permanecer na sua memória e os momentos ruins serão perdoados e curados.

Ganhando pessoas é possível encontrar sentido mesmo quando elas se vão. Deixa-se de lado o peso da culpa, permite-se que cada um siga seu caminho e ganha-se a paz de viver as coisas boas com mais intensidade.

A vida flui, as pessoas também devem fluir!

terça-feira, janeiro 22, 2013

Na Nossa Casa



Nunca consigo imaginar como será a minha casa
Por falta de paredes imagino amigos e livros
Consigo ver a mesa cheia de festas e jantares
E o silêncio tão aconchegante quanto seus barulhos

Não consigo imaginar suas portas e janelas
Mas sei que estarão sempre abertas e iluminadas
Não consigo ver como serão os quartos e a cozinha
Mesmo já sabendo que muitas histórias contaremos ali

Procuro entre os planos os banheiros e a garagem
Todos os cantos que ainda terei que descobrir
Tento encontrar suas paredes dentro da vizinhança
Suas colunas seguras, nunca tortas ou vagabundas

E mesmo não vendo sua estrutura não desanimo
Pois sei de algumas coisas que certamente estarão ali...

A felicidade estampada em cada espelho
Na sala ouvirei meus rocks, cheio de bossa!
Todos os ambientes me farão sentir claro e arejado
E seu amor sempre a me esperar atrás da porta

sábado, novembro 24, 2012

Quem é o iluminado?



"Quem é o iluminado?

No seu tempo, é sempre um louco delirante que faz tudo diferente de todos. Ele sofre, principalmente, de um alto senso de dignidade humana - o que o torna insuportável para todos os próximos - que são indignos.

Ele sofre, depois, de uma completa cegueira em relação à "realidade" (convencional), que ele não respeita nem um pouco.

Ama desbragadamente, o sem vergonha!

Comporta-se como se as pessoas merecessem confiança, como se todos fossem bons, como se toda criatura fosse amável, linda, admirável.

Assim ele vai deixando um rastro de luz por onde quer que passe.

Porque se encanta, porque se apaixona, porque abraça com calor e amor, por que sorri e é feliz.

Como pode, esse louco?

Como pode estar - e viver! - sempre tão fora da realidade, que é sombria, ameaçadora; como ignorar que os outros - sempre os outros - são desconfiados, desonestos, mesquinhos, exploradores, prepotentes, fingidos, traiçoeiros, hipócritas...

Ah! Os outros..."

- J. A. Gaiarsa

quinta-feira, outubro 25, 2012

Quando Muda



Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar que a vida seja diferente, é deixar de assumir riscos por medo de se arriscar.

Um dia coloquei um par de tênis e tudo mudou. Mudou por que saí para correr sem esperanças e voltei cansado.

Cansei do antigo, cansei do mesmo, mas não de correr, pois isso me fez muito bem e não parei mais. E por não parar de correr aprendi que podia ir mais longe.

Indo mais longe deixei tudo que me chateava para trás e, superando o que me cansava, comecei a sorrir e me fazer feliz outra vez.

E por sorrir e ser feliz outras pessoas quiseram ser felizes comigo.

Conhecendo tanta gente boa senti vontade de mudar tudo, fazer tudo do avesso. Aí, virado do avesso, fui à luta mais uma vez.

Vencendo batalhas percebi o quanto precisei perde antes de me tornar mais humilde. E com humildade consegui enxergar quanta coisa eu carregava de que realmente nunca precisei.

Deixei o desnecessário para trás e comecei a me sentir mais leve.

E quanto mais leve ficava mais pessoas me achavam bonito e contente. Mais contente e rodeado de gente, consegui reencontrar e fazer amigos de verdade outra vez.

Esses amigos de verdade fizeram me sentir incrível!

E com uma vida incrível ficou mais fácil perdoar e não sentir falta do meu passado, por que, sem cometer os erros de sempre, tornou-se bem mais fácil progredir e ir cada vez mais longe!

Para ir mais longe, calcei meu par de tênis e fui fazer tudo do avesso mais uma vez.

E virei do avesso por que deste lado da vida sou muito mais feliz!